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Admiro os econômicos! Desperdício é inexplicável! Seja lá do que for: comida, bebida, fotocópia, etc. Aos meus alunos estagiários sempre ensino a economizar no Xerox: reduzir, recortar, aproveitar melhor o espaço. Não jogo comida fora, aprendi a transformar restos em maravilhas na culinária.
Como estamos em período de inscrição para o Vestibular, sei que muitos estão contabilizando valores: matrícula, semestre, créditos, etc. Considero fundamental que os candidatos ao ensino superior calculem também e, principalmente, a qualificação profissional dos docentes aqui, ali e acolá. Aulas presenciais têm o mesmo valor que à distância? O aprendizado é o mesmo? Doutores, mestres ou monitores? Avalie com cuidado: infraestrutura, espaço físico, biblioteca, laboratórios, ...
Não digo isto somente porque sou professora da URI e, sim, porque sou uma educadora sensata e como tal tenho a obrigação de alertar meus leitores. Afinal não é este um pouco o papel do colunista? Se um aluno busca aprender e não apenas comprar um diploma, deve buscar uma universidade. Entendo a opção de alguns: estudar em uma federal ou viver em uma metrópole. Estes buscam outros espaços! No entanto, os demais erechinenses ou moradores de cidades vizinhas não hesitem em fazer algum esforço econômico para estudar em um local sério e com docentes de verdade.
E considere também que seu caminho você mesmo constrói, porém a instituição onde deu seus primeiros passos diz algo em seu currículo, o que poderá conduzi-lo com maior facilidade ao sucesso profissional. Inicie sua caminhada acadêmica com o pé direito e escolha seu curso por paixão, não por oportunismo, pressão familiar e/ou social. Já disse isto antes em “Uma Pitada de Prazer”. Também já me dirigi aqueles que têm dúvidas sobre fazer ou não um curso de Licenciatura em “Vale a pena ser professor!” e “Professores e crianças” (textos disponíveis no meu blog).
Como muitos desconhecem o verdadeiro valor do Curso de Licenciatura em Letras, cabe um esclarecimento. Este curso, além de formar professores de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira, apresenta também a possibilidade de um mercado de trabalho mais amplo, através de: revisão lingüística; contação de histórias; crítica literária; pesquisa; cursos de produção textual, de oratória; tradução literária ou simultânea,...
É importante lembrar que o licenciado em Letras tem a oportunidade de vivenciar e conhecer uma nova cultura, um novo mundo com o conhecimento de uma língua estrangeira, primordial em tempos de globalização.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a língua estrangeira é um direito do aluno e, como tal, deve ser garantida pela escola. Além disto, os PCNs atribuem um papel fundamental à língua estrangeira na formação integral do aluno. A partir do contato com outra(s) cultura(s) há uma maior percepção de sua própria realidade e a língua estrangeira propicia ao estudante este nova compreensão diante de si mesmo e do mundo.
Cabe lembrar que há a lei federal (nº 11161 de 5 de agosto de 2005) que determina a obrigatoriedade da Língua Espanhola no ensino médio em território nacional, mas não exclui, nem desprestigia a Língua Inglesa que pode e, deve sim, se fazer presente nas escolas como extracurricular. As escolas devem apostar na pluralidade lingüística cultural, visto que será valorizada pela comunidade escolar como um diferencial da instituição e que, certamente, ampliará o acesso à informação por parte do alunado.
Portanto, o Licenciado em Letras encontrará mercado de trabalho e será um sujeito diferenciado ao ser considerado fluente em língua estrangeira, leitor e conhecedor de outras culturas.
Dado o meu recado, desejo, desde já, boa sorte aos vestibulandos na escolha do curso e da instituição!
Publicado em 29 de novembro de 2007, Jornal Bom Dia, p. 8
criado por joselmanoal
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