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E-leitores
O trabalho em prol da difusão da leitura tem sido realizado desde 1997, no Hospital São Lucas. Iniciativa da Faculdade de Letras da PUCRS, projeto coordenado pela Profª Solange Medina Ketzer, com a colaboração de alunos bolsistas e de voluntários busca resgatar a alegria e a auto-estima de crianças enfermas, internadas no hospital (que pode ser excelente, no entanto jamais será um hotel), através da contação de histórias, da literatura como magia, da arte como terapia. Trata-se de uma prática possível, não de uma utopia.
Quem já vivenciou o estar ao lado de uma criança hospitalizada sabe o quanto é difícil administrar a infância em um espaço silencioso e triste, como sabe ser um hospital em sua essência. Não combina com criança, que lembra alegria e bagunça! Embora ali possam ocorrer milagres de salvação e muitos nascimentos, a imagem de um hospital sempre aterroriza, entristece. Aí surgem as manifestações artísticas como forma de aliviar a dor de crianças internadas pelo SUS no Hospital São Lucas.
O projeto Literatura Infantil e Medicina Pediátrica: uma aproximação de integração humana recebeu o Prêmio Fato Literário do júri oficial e com os 20 mil da premiação pretende investir no acervo da biblioteca infanto-juvenil no espaço pediátrico do hospital.
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Sérgio Faraco é um dos maiores contistas brasileiros, o gaúcho ao receber o Prêmio Fato Literário, pelo júri oficial, manifestou que o reconhecimento não faz com que alguém escreva melhor, mas estimula a alcançar a última fronteira de sua capacidade. Nossa, será que o Faraco que escreve, divinamente, ainda não ultrapassou a tal fronteira? Fico à espera dos próximos livros do autor!
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O projeto vencedor na categoria voto popular chama-se Ler em Casa e é de Picada Café. Trata-se de uma iniciativa de leitura, através de sacolas repletas de livros que ficam, por um período determinado, em cada lar. A idéia foi inspirada na imagem de santos que permanecem nas residências por alguns dias, até circular por todas as casas do bairro.
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Louvável a existência de prêmios para aplaudir pessoas e projetos de iniciativa à leitura. Triste mesmo é finalizar a Feira do Livro de Porto Alegre e refletir sobre quantas pessoas por ali passaram e não adquiriram um único exemplar. Ainda há muito a ser feito em nosso país para que possamos nos transformar em leitores potenciais. Não basta acabar com o analfabetismo, devemos incluir a leitura como um hábito diário. O leitor não é apenas aquele que repete sons, e, sim, aquele que compreende, de fato, o dito nas entrelinhas. O maior problema do Brasil não é a corja de políticos que compõem o Senado, mas sim o eleitor analfabeto funcional que lhes concedeu o poder. O pior analfabeto é aquele que sabe ler e não lê! – bem dizia o nosso poeta Quintana...
Publicado em 15 de novembro de 2007, Jornal Bom Dia, p. 8
criado por joselmanoal
14:55:40