Textos da Jô

Crônicas e contos de minha autoria

11/11/08

54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Autografar na Feira é uma festa! Adorei! Só tenho a agradecer a todos que participaram deste momento tão feliz em minha vida, principalmente, aos que  vestiram a camiseta Aroma Hortelã, distribuíram bala, spray e chá - tudo de hortelã, obviamente. E aos que ajudaram a compor estas idéias tão criativas que transformaram o lançamento do meu livro em POA algo marcante e saboroso como hortelã.

 

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29/10/08

Autógrafos Aroma Hortelã

Olá, Pessoal!

Estarei na Feira do Livro em Porto Alegre no sábado, 8/11, às 16h30min no Pavilhão de Autógrafos.

Apareçam!

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30/7/08

ESQUETE TEATRAL

ASSISTAM CONTA-GOTAS - ADAPTAÇÃO DE MEU LIVRO DE CONTOS AROMA HORTELÃ POR SEVERINO MIRANDOLA JÚNIOR.  ATORES: MICHELE RODRIGUES TOMAZONI, ADRIANO MASSARO (DIREÇÃO). SAXOFONISTA: ALEXANDRE POMPERMAYER.

AÍ ESTÃO OS LINKS:

PARTE 1: http://www.youtube.com/watch?v=mzyzvmWvhZ8

PARTE 2 http://www.youtube.com/watch?v=ygFlKPDQG0E
PARTE 3  http://www.youtube.com/watch?v=D_vnSrwSeGs 

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23/7/08

APIMENTANDO A ROTINA

Escrito pela jornalista Grazieli Gotardo

     Aroma Hortelã (Ed. Movimentos, 103 p.), primeiro livro da professora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Joselma Noal, surpreende pela força com que trata temas vivenciados por pessoas e situações comuns. A autora discorre sobre assuntos do cotidiano em 58 contos, curtos na extensão, mas intensos na abordagem. Um chá da tarde, um casamento desfeito, amores proibidos, vontades reprimidas, ganância, família. As personagens femininas se destacam pelos pensamentos proibidos, devaneios, pitadas de erotismo, descontrole emocional, inveja e sentimentos reprimidos. Mulheres oprimidas nas atitudes e pensamentos, que num instante de liberdade satisfazem suas vontades e, outras, que se mantêm no campo das fantasias. A autora trabalha a interrelação entre personagens em contos distintos e algumas estórias têm seqüência na seguinte, porém, sem linearidade. O recurso oferece um tempero especial, sem deixar a narrativa cair no óbvio. Fica para o leitor a interpretação dos acontecimentos. O título remete ao segundo e terceiro contos do livro, revelando uma relação incomum entre a tia, o sobrinho e o chá de hortelã que os une.

Publlicado em Extra-classe, Jornal do SINPRO, Ano 13 - nº 125, julho de 2008

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26/6/08

Fragrância para leitores exigentes

Segue, abaixo, a crítica de meu colega Severino Mirandola Júnior, Mestre em Letras e leitor exigente, que me honrou com estas belas palavras sobre o meu livro Aroma Hortelã. Minha eterna gratidão ao querido Seve!

Texto de Severino Mirandola Júnior*

     Foi lançado um livro sintomático e sugestivo. Chama-se Aroma hortelã e trata-se de obra assinada por Joselma Noal, profícua cronista e desvelada contista, para a sorte dos leitores que ainda não sucumbiram à estupidez do mercado. Tal afirmação, antes de pleitear presunção, se ampara no fato de que Aroma hortelã não está reduzida a ingrediente do banquete de auto-ajuda, tampouco marcha nas hordas que levantam a bandeira do colapso do pensamento. É o tipo de literatura que dá sobrevida àquilo que merece ser lido, já que o conjunto estéril de obras pseudo-intelectuais oferecidas recentemente apenas redizem, mal, o que já foi dito, melhor, por outros. Um certo arrebatamento íntimo tomou conta da minha leitura ao perceber que uma professora se embrenhou na catinga literária, recusando-se, graças a Deus, a ousadias formais alcunhadas de, no melhor dos casos, estilo e, no pior, fórmula. Aroma hortelã é dramaticamente implacável, pulsante e provocadora. Quase cedo à tentação de querer guardá-la na gaveta das fábulas sem moral ou, ainda, dos teoremas que se dedicam a destruir de modo sistemático as morais pré-fabricadas. Resisto, faço arder um Cohiba, corona, pequeno, de aroma médio para combinar com a hortelã prometida, e o odor que emana das páginas é um misto agridoce de absoluta devoção à palavra e seus silêncios. Há embustes, armadilhas, imposturas e ardis. Há amor. E há morte. Eis tudo. Há literatura das grandes. Não é e não será um best-seller, porque Aroma hortelã detesta a repetição e os caminhos seguros. A obra lega o benefício da incerteza e todo o conjunto de possibilidades que isso assegura. O texto exige um leitor curioso, que não se contente com sínteses e nem padeça da ilusão de ter lido o essencial. E, para quem ensina Literatura, Língua Portuguesa e tantas outras coisas inúteis, a redenção: não há o jargão impenetrável, ilegível e, obviamente, tedioso que constitui excelentes leituras apenas para dissecações em obscuros laboratórios e seminários acadêmicos. Aroma hortelã é cru e nada tem que lhe atenue ou suavize a intensidade. Delicioso. E, já que carregar livros está na moda, cabe deixar Aroma hortelã bem visível, enquanto o expresso cor avelã esfria. Nada melhor do que emprestar à cultura um sentido que nos sirva para livrá-la de sua irritante inutilidade, coisa de derrotados, e desligá-la de seus elos coletivos e sociais, velharia de esquerdistas. E, por falar em expresso, sempre é bom lembrar que o grão arábico é fundamental. E deve ser moído na hora, para valorizar, inclusive, o aroma. Mas aí já é outro assunto. E outro aroma.

*Mestre em Estudos Literários, professor de Literatura Brasileira 

Publicado em 16 de junho de 2008, segunda-feira em

http://blog.educacional.com.br/prof.smjunior

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19/6/08

O CARÁTER RITUALÍSTICO DE AROMA HORTELÃ

Recebi uma surpresa, hoje pela manhã, ao abrir o jornal Bom Dia e deparar-me com a crítica da minha colega Vera Sass sobre o meu livro de contos. Me senti muito honrada com as palavras dirigidas à minha produção literária.

Minha eterna gratidão à Vera pela primeira crítica literária publicada em jornal!

Se quiserem ler, o texto segue abaixo.

Texto de Vera Beatriz Sass*

     Dentro da renovação literária que vem ocorrendo ultimamente, não se tem mais a idéia de que o conto apenas conta uma história. O conto moderno não é circular, com começo, meio e fim, mas tem estrutura aberta. E nesse sentido ele é um fragmento da realidade, vinculado a um processo criativo que dá a idéia ao texto, seguido pela seleção do material lingüístico adequado, do planejamento, da execução e da revisão do texto produzido.

     Vários jogos literários conhecidos colaboram atualmente para o melhor desempenho do contista. Sabe-se, por exemplo, que o autor deve produzir um texto elíptico, não dizer demais e torná-lo sutil, com o final apenas sugerido. É melhor fazer as personagens agirem e deixar que o próprio leitor tire as suas conclusões, não o subestimando.

     O conto em sua contemporaneidade procura apresentar um olhar de relance ou de viés sobre determinado fato. E tudo isso, Joselma Noal faz.

     Daí a importância da coletânea de contos constante do seu livro intitulado “Aroma Hortelã”, cujo lançamento aconteceu no último dia 30 de maio nas dependências da URI-Campus de Erechim. Numa publicação da Editora Movimento de Porto Alegre, a obra conta com a recomendação de Luis Antonio de Assis Brasil, considerado um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, além de ministrar uma renomada Oficina de Criação Literária na PUC/RS..

     As variações originais dos contos de Joselma Noal caracterizam-se como absolutamente contemporâneas, expressam um estilo preocupado com o seu conteúdo e o seu valor estético. Ao adentrar-se em sua obra dois elementos altamente simbólicos chamam a atenção. Seu universo ficcional gira em torno de cenas que reportam a um mundo onde relógio marca o ciclo da vida das personagens e a hora do chá tem uma função ritualística.

     Juan Chevalier, autor do Diccionário de los símbolos (1986), enfatiza que a cerimônia do chá tem todas as aparências de um rito de comunhão, sua principal característica é a sobriedade, o chá é o símbolo da essência, que faz parte do self (do si-mesmo).

     Em diversos contos, a presença do chá é uma constante, pois ele está a simbolizar a essência das personagens. No conto AROMA HORTELÃ, a contista revela que “Francisco aspira o aroma hortelã e seu rosto revela o reencontro com o sabor da infância”. É quando, nós leitores, nos sentimos participantes do aconchego deste ritual e comungamos com os sentimentos das personagens numa passagem que expressa que “a tia sorri um riso de espera sabor hortelã”.

     Por sua vez, o conto ABRACO inicia: “Na cozinha a água fervendo para fazer o chá traz até o ambiente o perfume de Olga”. Percebe-se então, o aroma do chá interligado a essência da personagem, ou seja, ao seu perfume.

     Mas apesar dos momentos de comunhão, nota-se também a presença de um “eu” que se dilui num processo catártico e desabafa no conto O FRUTO: “Eu ainda sinto o peso do silêncio, da palavra guardada, engolida, sufocada. Preciso gritar”.

     Este grito se estende até a inconformação com um mundo de aparências que transparece no conto A ESPERA DE NATÁLIA: “Debruçada a janela, Natália percebe que domingo é falsidade. Tudo parece perfeito, feliz, perfeitamente feliz. Aparências, as malditas aparências! Querem afirmar com aquele sorriso nos lábios uma dose de felicidade que nunca existiu dentro deles.”

     Mas ao grito de dor e inconformação somam-se momentos poéticos que revelam a sensibilidade da contista com relação à condição humana, quando diz no conto O BALÉ E A CONFEITARIA: “Marina abandona a condição de lagarta. Surge uma borboleta que logo aprenderá a voar”.

     Observa-se que ao optar por um texto elíptico que diz o essencial, Joselma Noal apresenta uma grande dose de criatividade. As qualidades de seu estilo literário expressam a harmonia, a concisão que foge com maestria aos lugares-comuns e às frases-feitas.

     Os diálogos são incisivos e rápidos e as descrições breves, mas nítidas. A contista extrapola a condição de observadora e destila seus contos com enredos que poderiam render novelas, mas que saltam concentrados, acabados, sem uma palavra fora do lugar.

     Nota-se um caráter ritualístico, uma sabedoria de mostrar sem julgar e o contagio da celebração, porque sua literatura é vida em estado latente. O núcleo original de conflitos, ao suscitar uma colagem de situações do cotidiano, ergue as linhas narrativas para alem da banalidade, e exalta a condição humana que compreende o amor, o corpo, a perda e o desejo.

     A partir destes elementos percebe-se que a contista tem a aguda consciência de que a questão existencial permeia a própria literatura, e por meio das sutilezas de sua construção verbal, abre janelas, a fim de que possamos também ver a escuridão da alma humana.

     E tudo isso nos inquieta e nos provoca através de situações e reações, num torvelinho de emoções que se chocam, e tornam reconhecíveis os obtusos caminhos de cada um.

*Doutora em Letras pela PUC/RS
Professora do Curso de Letras da URI-Campus de Erechim

Publicado em 19 de junho de 2008, no Jornal Bom Dia, p.2

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11/6/08

Aroma Hortelã, meu livro de contos, está à disposição na Livraria Cultura e nas seguintes livrarias em Porto Alegre:

Palavraria Livraria Café
Rua Vasco da Gama, 165 - Bom Fim

Companhia dos Livros
Oswaldo Aranha

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29/5/08

Joselma e Aroma Hortelã

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Apresentação do livro Aroma Hortelã

Ler e compreender

Os temas de Joselma Noal são os do quotidiano: envolvem pais, mães, filhos, irmãos, tias, colegas de trabalho − enfim, a vida que conhecemos. Nada é surreal, nada contempla o delírio ou o sonho desvairado. Reconhecemos as personagens pelo que elas têm de humano e singelo. Joselma poderia ficar por aí, pois escreve bem, com frases mais curtas do que breves, capítulos compactos, léxico variado, sintaxe criativa. Sucede que essa aparente ordem dos eventos diários, esse embalo do texto competente, constituem apenas uma tênue superfície. O que fica abaixo desse cosmos, porém, é o caos, um mundo quase sempre assustador, em que as emoções estão em estado puro e os instintos correm à solta. É aí que o leitor deve procurar os verdadeiros assuntos deste livro: suspeitas, ciúmes, incesto, perversidades, sim, mas igualmente a ternura e os jogos da sedução amorosa.

Um livro com essa qualidade estética e profundez exigem um receptor aberto às aventuras da sensibilidade, que não se contente em ler apenas por distração; pedem um leitor que tenha muito vivido, muito sofrido e que, a par disso, tenha a sabedoria de conhecer a tradição cultural do Ocidente, pois acontecem, aqui e ali, alusões literárias mais ou menos disfarçadas.

Recomendo, com plena consciência do que digo, Aroma hortelã. É um livro que dá início a uma carreira que prevejo de grande espectro e vitoriosa. Não é leitura fácil, repito, mas uma leitura em que o leitor, na posse de sua plena fruição, sairá compreendendo melhor a natureza humana.

Aliás, esse é o propósito da literatura.

Porto Alegre, maio de 2008

Luiz Antonio de Assis Brasil

Aroma Hortelã - Editora Movimento.

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