Textos da Jô

Crônicas e contos de minha autoria

16/11/09

Carta aos quarenta

Erechim, 9 e 10 de novembro de 2009

Chegar aos 40 é bacana por ter conhecido, ao longo destes anos, tanta gente querida, vocês. Quero agradecer a todos que estão aqui.

Tenho que agradecer de modo especial aos meus pais, afinal a eles devo a vida. Meu pai diz que eu fui feita na rede lá do Pinhal e por isto gosto tanto de praia, minha mãe nega. Mas pouco importa os detalhes da minha concepção, não é mesmo?

Aos meus pais que me ensinaram a ter valores morais, a acreditar em Deus e na vida e a buscar ser feliz, agradeço muito.

Obrigada pela vida, pela paciência, pelo amor, etc, etc, etc.

Meus manos queridos, que feliz eu sou, por sentir-me unida e amiga dos dois. São tão diferentes e tão especiais. A Josi é um pouco minha mãe, o João talvez seja um pouco meu filho. É a vantagem de ser a do meio. Sou muito ligada aos dois.

A Josi sempre tão falante, na adolescência tão cheia de faniquitos, mas sempre tão preocupada comigo. É dona de um coração gigante, poucos são generosos como ela.

O João tb é um amor, uma doçura de guri, sempre com as roupas com as cores combinadinhas, quase um metrossexual. Às vezes estressado e nervosinho. Acho que confia em mim o que muito me alegra, grande companheiro e amigo é este menino.

O Rogério me conheceu aos onze anos, sem dúvida é alguém da família! Como ele falava, e continua a falar, portunhol diz ter influenciado em minha escolha profissional, bem até pode ter sido mesmo…

A Ana é a Ana meiga, a Aninha que chegou na família depois, mas sempre me pareceu muito de casa, prestativa, delicada, querida. E cada vez mais bonita. Sem ela e a Gisele, dinda da Clara, que é pura festa e alegria, e quase da família também, a decoração desta festa não existiria. Obrigada meninas!!!!!!

Tenho que agradecer ao Jackson pelo convívio harmonioso. Na semana passada ele me perguntou se eu pensava, quando começamos a namorar, que chegaríamos juntos aos quarenta. Claro que sim, aos 16 já sabia muito bem o que queria da vida. O Jackson, tolinho, não imaginava que ia dar nisto!

A Sophia, meu presente encantado, foi super planejada e é um amor de criança, educadíssima – mérito do Jackson, devo admitir. Minha vida mudou depois da Sophi e mudou pra melhor. Quando a Loira não está, a casa é vazia e silenciosa, até a Kika fica deprimida em sua casinha.

Ah! A Kika, minha filha peluda, eu que sempre relutei em ter animais de estimação, me vejo agora falando com uma cadela como se fosse uma criança. Aprendi a gostar de cães com o Jackson e com a Sophia.

E falando em cachorrinhos, lembrei da minha Tia, que sempre adorou bichinhos, a Janete.

A Tia Janete com sua voz alta e a Tia Ivone com sua fala mansa, uma determinada e a outra delicada, ambas grandes doceiras, são uns amores cada uma a sua maneira.

O Tio Jainor, ah, é o meu tio bonitão, alegre e falante. Entendo, perfeitamente, porque muitas mulheres suspiram ao vê-lo passar, com todo respeito à Ivone que também é muito bonita.

Meus primos: Janilce, Josandra, Josângela, Joselaine e Joe Luís que fizeram parte da minha história, principalmente na minha infância. A Nica que me maquiou no meu aniversário de 15 anos, a Josângela minha inseparável companheira nas brigas e disputas contra Josiane e a Josandra, a Jose a quem levei ao show do Menudo e o Joe que, como o pai, sempre foi um gatão!

Da minha amizade com a Josângela teria muito pra contar, mas para encurtar a história vou mencionar apenas algumas palavras-chave: pitanga, goiaba, Dancing Days e As Panteras.

Depois vieram outras lindas meninas: Maria Eduarda, Júlia, Juliana, Jordana, Rafaela.

Meus sobrinhos: Laura, Clara, Enzo e Igor – paixões da minha vida.

Laura, sobrinha e afilhada, ao nascer era tão pequeninha que a gente tinha medo ao pegá-la no colo de rompê-la, já parecia uma jóia preciosa, um diamante, como na verdade o é. Menina delicada, sensível e amorosa.

A Clara que é a mais pura sapequice e me comove, amorosa, com seus beijos repentinos, suas surpresas carinhosas.

Ambas chocólatras como a Tia Joselma, o que muito me orgulha!

E os guris? O Igor e o Enzo sempre aprontando alguma, com algum curativo e algum galo na cabeça, com aquelas carinhas mais fofas. Quase chorei quando a Caissie outro dia perguntou onde estava a Tia Joselma e o Igor me olhou com aquele ar de malandro e o Enzo nem aí, distraído, se negou a responder, mas sei que ele tb sabe quem é aquela de óculos, louca de amor por eles.

A família do Jackson acabou virando um pouco minha. Este negócio de dizer que a gente não se casa com a família do outro é a mais pura mentira! A minha sogrinha sempre me pareceu muito especial, mas, depois do nascimento da Sophia, a gente ficou muito mais unida. Acho que o amor pela Loira nos tornou mais companheiras e a nossa amizade aumentou bastante. É uma segunda mãe.

Com a Giesa, o Jeferson e a Caissie a amizade e o carinho foi surgindo aos poucos e foi se intensificando com o convívio. Já o Aliatar me conquistou de cara, e sei bem o motivo: porque é muito parecido com o Jackson e com o meu irmão, divertido e comilão. Aliás tenho até medo quando os três se juntam.

Bem, o Beto, tá entrando agora na família, mas já ganhou o apelido de Papi, o que revela um tom carinhoso para com aquele que tem por missão fazer mais feliz a minha Sogrinha. E a gente tá de olho, viu?

Ah! Não posso esquecer da Claudinha, a Claúdia Maria Pinóquio Morango Merengue Descabelada, afilhada de batismo de meus pais, que é como se fosse da família, uma ruivinha inteligente, atrevida e moleca, que eu adoro desde que nasceu!

E tem a família do Rogério, que como está na família há tanto tempo com seu belo ar hispânico, tb parecem um pouco da nossa família: Rogério, Rosângela, Jorge, Tiago, Rosi, Kiko, Andressa, pessoas com as quais vale a pena conviver pelo carinho, amizade, comilança e diversão certa!

Bem, agora vou falar sobre os amigos.

Tenho que agradecer ao Papai do Céu porque tenho familiares amigos e outros tantos amigos, de diferentes turmas e todos sensacionais!

Vou começar pela Clarissa porque é a amiga que conheço há mais tempo e que eu amo demais, apesar de nos encontrarmos tão pouco ultimamente. A gente se conheceu aos dez anos, no Colégio Santa Teresa de Jesus. Fomos colegas da 3ª até a 8ª série. Aprontamos muito juntas, mas o mais hilário foi uma atitude de patetice de pegar o ônibus pro lado errado, aos treze anos, voltando da casa do namorado da Clarissa. Nossos pais já desesperados, chamaram até a polícia. Uma vergonha que a gente hoje conta com orgulho e risada, afinal nem todo mundo tem uma história como esta pra contar. E até porque os nossos irmãos não nos deixam esquecer o passado imbecil…

Fazia um tempão que não via a Clarissa e mal conhecia o André, quando em 1999 ficamos hospedados na casa deles no Rio de Janeiro, (baita cara de pau!), e fomos tratados como reis pela dupla. O André, que me parecia um alemão tão sério, se mostrou muito divertido. Eu bem sabia que a minha amiga só podia ter casado com um cara bem bacana mesmo!

Seguindo, na ordem dos conhecimentos: A Graça Patrícia, a quem apelidei de Duda, que coisa mais maluca, né? Bem, a Duda eu também conheci no Colégio Santa Teresa de Jesus na 8ª série. Ficamos muito unidas, consegui até convencê-la a trocar de colégio pra fazer o Técnico em Nutrição, ela estava determinada a fazer Magistério. A ironia da vida: hoje a Duda é nutricionista e eu, professora. Minha companheira inseparável, a gente só não se casou, pq gosta de homem mesmo, embora o Jackson e o Rossano continuem perguntando se a gente não teve um caso. Que barbaridade!

A Luciane eu conheci no Cônego no tal curso de Nutrição, no ônibus a caminho da escola. Simpatizei com ela de cara, ao chegar na sala de aula, lá estava ela, a sorridente do ônibus. A Lu é mesmo uma simpatia, apesar do mal humor às vezes. Minha companheira de saídas noturnas aos sábados, de campings e picadas de inseto, de pastel, de sorvete, de muita conversa, de muito choro e de muita risada. Tudo muito, porque somos exageradas mesmo!

Da comunidade do CLJ, nunca perdi o contato com algumas das gurias: Miriam, Mariglei e Nadir. A Mari me convidou até para madrinha de Crisma, quanta honra! Tão delicada, mimosa e elegante esta menina! A Miriam, minha confidente, uma pessoa que sabe escutar e falar o necessário, difícil encontrar alguém assim! A Nadir andou afastada da Turma, mas agora a gente não vai mais deixá-la escapar! Tão intelectual, forte e bela é esta mulher.

Os guris: Rossano, Flávio, Marco, Ricardo acho que foi nesta ordem que os conheci, por sorte minhas amigas sabem escolher uns maridos muito queridos.

Ricardo Bob Esponja e Marquinho meus visitantes amorosos que me trazem flores na chegada a Erechim. Aliás, tô esperando a visita!

Andressa, Gabriel, Valentina, Mariana, Amanda, são por mim muito amados, filhos de amigas quase irmãs.

No CLJ conheci o Afonso, grande figura, responsável, inteligente, queridíssimo, meu companheiro de Oficina Literária. Muitos almoços no centro de POA, com a autorização da Neuza, que é uma mulher fantástica. As filhas: Clara e Alice como não podia deixar de ser são um exemplo de educação. E a ele devo muito desta festa hoje.

E nestas andanças, a Bete, que não era do CLJ, acabou entrando pra Turma, minha dinda e minha afilhada de casamento. Uma das pessoas mais agitadas e animadas que conheço, casou com o Clécio que é uma calma e uma doçura só, tb pudera pra agüentar esta maluca! Uma família muito divertida: Clécio, Bete, Tuila, Lucas e Luana.

Seguindo a minha lista de amigos: Zeno, Jé, Peter, Quiroga e de novo o Rossano, acho que conheci alguns na Santa Flora. Outros em uma Festa Junina, né? Uns meninos talentosos que cantavam e dançavam como poucos. O Rossano não cantava, só cantou a Duda mesmo! Quantas reuniões dançantes no apto da Dona Célia! Companheiros em momentos de fossa e de festa como no aniversário de 15 anos da Lu que eu fui pro banheiro chorar, pq o Mario Luis Salgado, um colega de aula por quem estava apaixonada na ocasião, ficou com a Maria, a guria mais feia da festa. Que desilusão! Lembro dos guris batendo na porta, me consolando e ordenando que voltasse pra festa e pra pista de dança com eles. Que tola era eu naquela época, querer dançar com o Mario na companhia dos melhores dançarinos da festa.

A Turma do Jackson: Iuri, Nildo, Rodrigo, Guilherme, Sandro, Maifruz, Tuio, na verdade eu achava os meninos meio bobinhos e depois que passei a conhecê-los melhor tive a certeza de que eram bobos mesmo, mas muito queridos tb e percebi que havia uma dose de Inteligência e cultura em meio à bobice! O tempo passou, hoje os bobos são profissionais de diferentes áreas e continuam os mesmos fofos de sempre. Bem, alguns bem mais fofos…

As namoradas mudaram bastante, a Patrícia continua firme, como eu, a ouvir as mesmas histórias de acampamentos e, o pior, achando graça pela milésima vez. A Patrícia e a Luana, belas garotas, que fazem da vida do Nildo Júnior algo muito especial.

As esposas dos meninos, tanto da turma dos cantores-dançarinos (Zeno e cia) como da Turma do Jackson (Gasol), não conheço tão bem, mas são mulheres de grande sorte porque estes guris valem ouro e por tê-los conquistado, vocês já tem minha admiração e simpatia!

Voltando aos bobos, o Iuri acabou sendo nosso compadre, dindo da Sophia. A Lea eu já conhecia e reencontrei como namorada do Iuri, que gringa maravilhosa esta, o Polaco tem que agradecer a Deus todos os dias, porque ele é chato e a Lea é um amor. Mas o Iuri, apesar de chato, é uma pessoa excelente, grande educador, inteligente, etc. Não vou elogiar mais, porque ele fica, insuportavelmente, exibido! O Dimitri e a Victoria tb moram no meu coração.

E falando em Gringa, o Claudinho acabou casando com uma, bem legal também. Então vou aproveitar para falar dos Meneghinis, que são quase irmãos do Jackson, quase meus cunhados: Leandro, Cláudio, Pedro, grandes meninos estes filhinhos da Dona Cleo.

O Leandro, companheiro de inúmeras aventuras e farofadas, readquiriu a alegria ao lado da Alessandra, mulher brilhante que o ensinou como é ser feliz de verdade.

O Pedro, meu amigo formiga, trabalhador estressado, hiperativo e festeiro, o zoiudo mais bonito do planeta. E a Patrícia, que é uma guria gente boa pra caramba, fisgou o zoiudo bonitão.

O Claudinho, sempre faceiro e animado, acabou nosso compadre. A Nicole hoje com quinze anos, nossa primeira afilhada de batismo, um amor de menina. À medida que o tempo passa mais orgulho temos da bela Loira, a quem todos acharam horrível na Maternidade, só a Dinda Joselma achou-a linda desde sempre. Do Rascunho, do Mala, eu não vou falar, porque estou conhecendo hoje, mas pelo que investiguei parece ser um bom menino. E não pensa que vai pegando a Loira assim, sem uma entrevista com os Dindos!

Outros Meneghinis por mim muito amados: Meline, Lorenzo, Giovana, Leo, Ricardo, Paola, Thaís, Raíssa e Laura.

Bem, quando resolvemos nos mudar da Marcílio Dias para a Dona Zulmira a minha grande motivação (digo minha, pq a do Jackson desconheço!) era morar perto dos meus pais, da Clarissa e da Duda. Mas, além destas amigas, descobri outros tantos amigos no Condomínio Santa Flora.

Então vou falar um pouco da Turma do Condomínio: gente parceira de festa, de churrasco, de chimarrão, de Feira do Livro. Quando nos mudamos para Erechim, a nossa grande tristeza e certeza: jamais encontraremos vizinhos iguais a estes! Deixamos a herança para a Sogrinha, afinal ela merece!

Na primeira visita ao Condomínio, já me chamou atenção a simpatia da Sandra, mas não imaginava que ficaríamos tão amigas. A Priscila ter nos convidado para Dindos de Crisma foi comovente e nos uniu ainda mais. A Sandra e a Pri são como da família mesmo, não imagino minha vida sem elas do meu lado.

O Cássio, a Ana, a Mariana, o Rafael, a Manuela, o Cleiton, a Vera, o Gabriel, o Totti, a Terezinha, a Cíntia, o Leandro, o Marcelo, a Valéria, a Roberta, o Pedro conviver com estas pessoas e pessoinhas faz bem a alma e ao coração.

E em Erechim, também fizemos amigos. Reencontramos o Delnei, fotógrafo do nosso casamento, e nos fizemos mais amigos, juntamente com a Geovana que é uma excelente companhia e cozinheira de mão cheia! Tá o Delnei tb faz um carreteiro de charque maravilhoso, pra ele não ficar com ciúme. Aliás o que a gente mais faz em Erechim é comer, a falta de atividades culturais dá nisto!

E até amigo argentino a gente encontrou em Erechim, pra ver o que é a vida! Lucas que é um tipo convencido, como qualquer um de sua espécie, mas é alegre, brincalhão e cozinha magnificamente. A Sibele que muito me ajuda com a Sophi, uma pessoa ótima, com quem sempre se pode contar e eu literalmente, conto!

A Jô, grande companheira de pista de dança, animada e festeira. E o Fernando, maravilhoso sushi man, divertido e gente boa. Amigos mais recentes, mas não menos importantes para mim.

Bem me disse minha mãe, quando lamentei a dificuldade de fazer amigos erechinenses, então te unas forasteiros, filha! Deu certo, mãe sabe mesmo das coisas! Desta turma, só o Fernando é erechinense, o resto é forasteiro mesmo!

O Arthur, a Luiza, a Malena, a Caterine e a Amanda são uns docinhos que recheiam a minha vida de alegria.

Finalizo a carta aos 40 afirmando a minha emoção em tê-los ao meu lado nesta noite de festa e agradecendo, mais uma vez, a presença de todos!

criado por joselmanoal    20:01 — Arquivado em: Sem categoria

11/9/09

Literatura para melhorar o astral

            O clima influencia profundamente o humor das pessoas! Há mais de uma semana chove na cidade onde moro e a expressão revelada no olhar dos quase peixes já não é a mesma. Talvez não devêssemos levar tão em conta o que acontece com o tempo atmosférico, mas não enxergar o sol, afeta, e muito, o humor dos seres humanos.

            Em meio a toda chuvarada e o meu afetado humor comprei um livro destes pockets baratinhos, entrei na livraria para comprar uma revista com minha filha, e não resisti a Dez (quase) amores da Claudia Tajes. Por apenas doze reais parece que consegui espantar a tempestade ao rir um bocado. Li em um dia, não conseguia desgrudar das histórias dos amores mal-sucedidos da personagem. A identificação com a narradora-personagem, Maria Ana. é imediata, ao relatar o amor na infância, na adolescência, na fase adulta, enfim a obsessão pelo encontro do par ideal é possível ver um pouco de nós mesmas, mulheres, em cada episódio. A forma como ocorre a desilusão, que acompanha cada desfecho dos dez capítulos denominados como Quase amor e numerados de 1 a 10, é feita de forma leve e engraçada.

            Então tá aí uma dica para tentar ver o sol: literatura divertida, esta pode ser uma boa saída.

            O meu texto é curto porque o tempo também o é. Esta semana teve poucas horas para tudo que tenho para fazer… Então, fui, bom fim de semana! E que venha o sol! Estou contando os dias para a chegada da primavera, enquanto isto vou procurar outros livros e filmes para iluminar meus dias.

criado por joselmanoal    10:50 — Arquivado em: Sem categoria

28/8/09

Fotografia

 

            Rosangela Guella Tamagnone docente da Escola Ismael Chaves Barcellos de Galópolis, foi uma das 10 melhores professoras do Brasil no Prêmio Professor Nota 10, da Fundação Victor Civita com um trabalho sobre história e técnicas de fotografia, proposto em turmas de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental. Os alunos tiveram contato com técnicas e foram estimulados à prática de algo que já exercitavam e gostavam. Aprimoraram o repetido gesto e se sensibilizaram com a arte da fotografia, seguramente, passaram a ter um olhar mais atento e cuidado para as cenas cotidianas. Fantástico!

Admito minha inveja (inveja boa) desta nova geração que não perde uma oportunidade de registrar momentos. Estão sempre com o celular em prontidão. Afinal, quantas festas de minha adolescência ficaram registradas apenas na lembrança? Uma pena a gente não tinha celular, nem máquina digital e ninguém lembrava da importância de fotografar a turma arrumada para a festa fantasia, para a festa anos 60, agora só resta lamentar mesmo…

            Claro há o lado exagerado da coisa! Muitos artistas e cantores reclamam dos desagradáveis flashes em teatros e shows. Mais desagradável ainda é quando toca o celular! Tem gente que não tem o mínimo de respeito pelos outros!

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            E falando em respeito, aliás em falta de respeito com o povo, lembramos do senado brasileiro que decidiu arquivar as denúncias contra Sarney! De novo a sujeira ficou embaixo do tapete! É o fim do mundo!

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            Voltando para fotografia (porque os nossos senadores não merecem muitas linhas) todos devem concordar que há exagero, excesso de exposição por parte da gurizada, basta dar uma espiada nos orkuts alheios… Não precisa fotografar tanto, mas a minha geração falhou, com certeza, pela ausência de fotos, acho que isto explica o porquê hoje, em encontros de amigos, gosto tanto de fotografar, tento recuperar o tempo perdido.

            E escrevo isto tudo porque, outro dia, assistindo um filme com minha filha, achei um ator parecido com um amigo da adolescência, daqueles que a gente perde de vista por aí, comentei com o meu marido que concordou com a semelhança. E nossa filha, naturalmente, queria ver uma foto do tal amigo para comparar com o ator. E daí, cadê a foto? Não tenho, o rosto ficou registrado em minha memória, foto não tenho nenhuma.

              Então tá, gurizada, melhor pecar pelo exagero mesmo: muitas  poses e flashes!

             E parabéns à professora Rosângela por ensinar que fotografia também é arte!

criado por joselmanoal    16:18 — Arquivado em: Sem categoria

10/6/09

Um brinde ao amor!

 

              Felizes os casais que não precisam de datas marcadas para comemorar. Não deveria existir apenas um dia para brindar o amor! Quem encontrou seu pé de meia deve brindar sempre e, principalmente, nas datas que marcaram o romance do casal: o primeiro encontro, o início da relação, o casamento, etc.

             Não sei como funciona agora: será que ainda existem datas pessoais a serem comemoradas? Afinal não há mais início de namoro, com esta história de ficar tudo mudou! Me sinto interplanetária, pertenço ao século passado, onde os meninos ainda pediam em namoro durante a dança de rosto colado, ao som de músicas românticas. Aliás, desconheço como podem viver os adolescentes de hoje sem música lenta!

          Vocês, do século passado como eu, freqüentaram alguma festa de quinze anos, nos últimos meses? Nem queiram ir, é deprimente! Só toca funk com letras vulgares, acompanhado de coreografias igualmente vulgares. Dói na alma de qualquer romântico!

            Tenho certeza que estas meninas que rebolam o créu, gostariam muito de ser tratadas com doçura, ainda que na pista se mostrem de outro modo. Os meninos ficam atemorizados pela exposição feminina. Tudo bem, garotas, sei que os tempos são outros, mas um pouquinho de mistério e sedução, não faz mal a ninguém. 

            No dias dos namorados, os casados também devem comemorar! Após o casamento muitos esquecem de que continuam sendo namorados. Com o nascimento de um novo membro na família, então, surge um momento de readaptação. A maioria dos casais tem dificuldades em administrar a vida amorosa, após a chegada do filho. Acabam esquecendo de que formam um casal, não são somente pais. Uma função não desmerece à outra, devem ser exercidas concomitantemente, o que convenhamos não é nada fácil. Quem já passou por esta fase, sabe bem do que estou falando.

            O tempo deve ser controlado e reservado para algum momento a dois, podem ser apenas algumas horinhas uma vez por semana, uma vez por mês. E para estas ocasiões existem as babás, as avós, as tias, as dindas, as amigas.  E podem ter certeza que a criança também irá agradecer um momento sem os pais grudados ao seu lado. Tal gesto pode contribuir para a independência e a segurança do garoto.

            Portanto, nada de culpar os filhos pelo insucesso do casamento! Cabe aos pais, que são bem crescidinhos e adultos, saber conviver e administrar o duplo papel de pai e marido ou mãe e esposa. A princípio sei que pode parecer tarefa quase impossível, no entanto é compensador exercitar o amor como mãe e como mulher. Podemos e devemos ser mães e amantes!

            Voltando às datas estipuladas, os empresários adoram tais ocasiões! Os gestos de comprar e de vender fazem parte da lei de sobrevivência no sistema capitalista. O que me incomoda é a exacerbação e a falta de lembrança do amor em outros dias. Exemplifico: tem muito casal, por aí, que se chuta o ano todo e no dia dos namorados trocam presentes e jantam de mãos dadas, à luz de vela. Como pode? O amor deve ser cuidado sempre, se houver jantar romântico e presentes na data comercial, tudo bem, mas não devemos esquecer de outros momentos de afeto ao longo do ano.         

          Amor pode ser antigo, mas sempre tem que ser renovado. Amor não pode cheirar a mofo jamais! Aprenda a renovar o seu amor, e se estiver opaco, aprenda a poli-lo como se fosse ouro!

criado por joselmanoal    11:35 — Arquivado em: Crônica, Sem categoria

16/4/09

Sobre Educação

Como escrevi três textos, quase consecutivos, sobre Educação, prometo silenciar por um tempo sobre este assunto. E desculpem o meu repeteco temático!!!!

criado por joselmanoal    15:36 — Arquivado em: Sem categoria

6/2/09

Tô de férias

Desculpem a ausência nas últimas semanas. Tô viajando, volto a escrever no blog dia 16-02. Beijos, Jô

criado por joselmanoal    22:42 — Arquivado em: Sem categoria

21/12/08

Lembranças natalinas

 

            Aprecio o Natal! Gosto da junção da família, da revelação do Amigo Secreto, da comilança e do Papai Noel, mas detesto a loucura das lojas e dos supermercados. Não consigo conviver bem com o tumulto: filas, sacolas, multidões. Não me sinto à vontade, disputando as últimas caixinhas de morango com clientes estressados. O fim de ano deixa as pessoas muito enlouquecidas, isto não me agrada em nada!

            Quando se é criança, há uma magia, um encantamento muito especial na noite do vinte e quatro de dezembro. Não se é responsável por fazer as compras, preparar os pratos, apenas se escreve a cartinha para o Papai Noel e capricha no comportamento, ao menos, na última quinzena de dezembro. Crianças observam os pacotes, procuram seus nomes, a maior indagação da vida naquele momento é, afinal, quais serão os meus presentes? A vida é muito outra antes de conhecer os impostos: IPVA, IPTU, etc.

             Lembro de, na minha infância, ouvir o Papai Noel e me surpreender sobre seu profundo conhecimento sobre o meu caráter, as minhas manias (sempre implicava com minhas unhas roídas), conhecia os detalhes de cada travessura, das brigas com meu irmão e todas as minhas notas do boletim!  Eu ficava encantada com o Papai Noel, o velhinho era incrível e observava mesmo as crianças durante todo ao ano! Demorei bastante (ainda bem) para descobrir que se tratava de um dos meus tios ou de meu pai, disfarçados, o que justificava saber tanto a meu respeito.

            Hoje o Natal é diferente do da minha infância, o apelo comercial aumenta a cada ano, aliás já escrevi sobre isto… Nos anos setenta, as meninas pediam Susie (ainda não havia a Barbie) e os meninos carrinho. Agora, não! O carrinho e as bonecas são de grife. Devem inventar uma Barbie nova a cada quinze dias! É um absurdo. E acessórios, então? O carro, a casa, as roupas, os sapatos, os animais de estimação, os filhos, a Barbie é um fenômeno comercial. Sei que os meninos têm também a coleção dos carrinhos Hot Wheels, há também pista, lava-jato, enfim uma parafernália de equipamentos que parecem não ter fim.

            No meu tempo de criança a gente confeccionava as roupas da Susie (normalmente só tínhamos uma, não cinqüenta como nossas filhas) com restos de tecido, de lã ou de linha (assim se aprendia com entusiasmo a fazer tricô ou crochê). Os meninos brincavam com carrinho de rolimã, o que, cá entre nós, é bem mais divertido que Hot Wheels.

            Não podemos esquecer que as crianças mencionadas nos parágrafos supracitadas pertencem à classe média. Há outros meninos que vivem à espera da cesta básica mesmo! O Natal deveria ser o momento de refletir sobre a desigualdade social e realizar alguma ação beneficente.

           Vamos fazer uma bela ceia, presentear as crianças, brindar! No entanto, devemos lembrar que o mais importante é fazer um gesto de doação, que pode começar nesta data e se prolongar por todo ano.

           Se o Menino Jesus nasce, que a gente possa renascer com ele!

            Um belo Natal a todos!

criado por joselmanoal    22:31 — Arquivado em: Crônica, Sem categoria

20/12/08

TÔ NA ZERO HORA DOMINICAL

Leiam a página 21!

Dps comentem no tema para debate!

Bjs, Jô

criado por joselmanoal    18:57 — Arquivado em: Sem categoria

3/12/08

SAUDAÇÕES COLORADAS

GRANDE INTERNACIONAL!

criado por joselmanoal    23:48 — Arquivado em: Sem categoria

5/11/08

54ª Feira do Livro de POA

Olá, Pessoal! 

Estarei  na 54ª Feira do Livro em Porto Alegre no sábado, 8/11, às 16h30min no Pavilhão de Autógrafos com o meu Aroma Hortelã (contos - Editora Movimento).

Vai estar divertido!

Minha equipe, composta de familiares e amigos, vai encher a Praça da Alfândega de hortelã: balas, chá e spray aromatizador de ar.

Apareçam!

criado por joselmanoal    10:47 — Arquivado em: Sem categoria
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