| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
As borboletas nasceram para o céu, não para o asfalto!
Tem motorista perdendo carteira de habilitação por dirigir embriagado, repetidas vezes, uma medida correta na tentativa de coibir acidentes e mortes no trânsito. Estes não merecem nem as pernas que Deus lhes deu, o que dirá um automóvel! Afinal, coloca a vida das pessoas em risco.
No entanto, o motorista não é o único culpado pelo alto índice de acidentes no Rio Grande do Sul. Cabe lembrar que o estado também tem sua cota de responsabilidade, da qual tenta livrar-se empurrando a carga tão-somente aos condutores. As estradas em más condições de tráfego, os caminhões com carga superior à permitida, a falta de incentivo à construção de ferrovias e ao uso do transporte fluvial, o número excessivo de caminhões nas estradas – todos estes problemas são de responsabilidade governamental, eleva o índice de estresse dos motoristas e podem ser causadores de acidentes e mortes. Não só aquele que está ao volante, no ato do acidente, é o único culpado a merecer punição.
O governo não fiscaliza como deveria, não atua na prevenção de acidentes e joga toda a culpa sobre os cidadãos. Há uma parcela do estado nisto tudo!
Este sujeito que perdeu a carteira, já deveria ter abandonado o volante há muito tempo, desde que a polícia o interpelou, pela primeira vez, em condições alcoólicas que o impediam de trafegar com cautela! Há muitas chances, há demasiada tolerância a permitir a proliferação da tragicidade.
A polícia deve atuar de modo mais contundente, as leis devem ser mais rígidas, os condutores têm que ser mais responsáveis para evitar a violência do asfalto. Para tanto, já temos novas leis, mas é a fiscalização será eficaz? Haverá um trabalho de conscientização dentro das escolas, das associações de bairro? Ou terá seu espaço garantido apenas nas escolas para condutores de veículos?
Não queremos mais borboletas no asfalto, queremos mais investimento em educação! Não basta punir, tem que educar, conscientizar, fazer com que as pessoas reflitam sobre o poder que tem dentro do automóvel e os que estão fora dele, nos órgãos governamentais, assumir a sua grandiosa parcela de responsabilidade. Louvável a Fundação Thiago Gonzaga com o Projeto Vida Urgente que trabalha, de modo incansável, para evitar que outras famílias tenham que viver o mesmo drama, a mesma dor sentida por estes pais solidários. Aplausos também para a RBS com a campanha Isto tem que ter fim!
As borboletas nasceram para o céu, não para o asfalto!
Publicado em 17 de janeiro de 2007, Jornal Bom Dia, p. 6 e em 7 de março de 2008 em Zero Hora, p. 20
criado por joselmanoal
12:24:09