Textos da Jô

Crônicas e contos de minha autoria

4/11/09

Melhores momentos - parte 1

 

          Após quase um mês de ausência do blog (que vergonha!) tenho muitos assuntos a tratar.  Na verdade assuntos nunca me faltam, o que me faltou mesmo foi organizar melhor o meu tempo nas últimas semanas. Tarde cultural, Seminário de Iniciação Científica,…

          Estive participando da Jornada de Literatura em Passo Fundo e é difícil selecionar o que de melhor escutei. Muita gente fascinante, não sei onde os organizadores descobrem palestrantes tão qualificados e comunicadores. Ocorrem comumente algumas decepções dos leitores com os escritores, às vezes a diferença é gritante, entre o ler e o ouvir falar, tudo bem, afinal ninguém tem a obrigação de ser eficiente e dominar ambos códigos (escrito, falado). Mas na Jornada a maioria dos conferencistas e debatedores estava formada por verdadeiros comunicadores, alguns pareciam até animadores de auditório, pelo entusiasmo, alegria, desinibição e performance.

          O tema oportuno Arte e tecnologia: novas interfaces, a discussão válida, o que fica do mega evento de Passo Fundo é a certeza de que a literatura como expressão artística jamais morrerá, o formato, o suporte utilizado pode até vir a ser outro, pouco importa, nada que a gente não aprenda a lidar. Afinal não éramos nós os mesmos que hoje escrevemos na maravilha do teclado do computador, os que usavam máquina de escrever? E a geração dos cadernos pautados e das canetas tinteiros? A gente acostuma, o ser humano se adapta.

          Alguns momentos da Jornada:            

          Fiquei encantada com o formato dos novos museus criados por Marcello Dantas, reconhecido talento como curador de exposições e diretor de documentários. Tenho que visitar Baranquilla e ver de perto a cultura colombiana pensada por Dantas com a colaboração de Gabriel García Márquez. A música, a culinária do país em uma tecnologia fascinante, em um lugar que jamais sonhara com um museu. Levar a arte aos diferentes espaços parece ser uma causa nobre e levada a sério por este palestrante.

           Temos que ler, e divulgar as crianças para que também leiam, a tradução de Jorge Furtado para Alice no país das maravilhas. Um livro que motivou os estudos de língua inglesa do cineasta que sonhava traduzir a obra. Pelo visto o fez com mérito!

           Guillermo Arriaga o mexicano roteirista de Amores perros, 21 gramas e Babel também superou as minhas expectativas, que eram grandiosas, falando sobre a condição humana, a consciência de finitude, a certeza da morte e a valorização da vida. Um sujeito humano, humilde, preocupado com questões sociais e disposto a divulgar sua arte pouco conhecida no Brasil. Relatou uma ocasião em que lhe perguntaram quando voltaria a fazer literatura, afirmou o que sempre pensei, que jamais abandonara a literatura, pois o cinema escrito por ele é literatura.

           Nossa, tantos momentos importantes na Jornada… Outro dia dou continuidade aos melhores momentos.

criado por joselmanoal    14:33 — Arquivado em: Crônica

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