Textos da Jô

Crônicas e contos de minha autoria

16/11/09

Carta aos quarenta

Erechim, 9 e 10 de novembro de 2009

Chegar aos 40 é bacana por ter conhecido, ao longo destes anos, tanta gente querida, vocês. Quero agradecer a todos que estão aqui.

Tenho que agradecer de modo especial aos meus pais, afinal a eles devo a vida. Meu pai diz que eu fui feita na rede lá do Pinhal e por isto gosto tanto de praia, minha mãe nega. Mas pouco importa os detalhes da minha concepção, não é mesmo?

Aos meus pais que me ensinaram a ter valores morais, a acreditar em Deus e na vida e a buscar ser feliz, agradeço muito.

Obrigada pela vida, pela paciência, pelo amor, etc, etc, etc.

Meus manos queridos, que feliz eu sou, por sentir-me unida e amiga dos dois. São tão diferentes e tão especiais. A Josi é um pouco minha mãe, o João talvez seja um pouco meu filho. É a vantagem de ser a do meio. Sou muito ligada aos dois.

A Josi sempre tão falante, na adolescência tão cheia de faniquitos, mas sempre tão preocupada comigo. É dona de um coração gigante, poucos são generosos como ela.

O João tb é um amor, uma doçura de guri, sempre com as roupas com as cores combinadinhas, quase um metrossexual. Às vezes estressado e nervosinho. Acho que confia em mim o que muito me alegra, grande companheiro e amigo é este menino.

O Rogério me conheceu aos onze anos, sem dúvida é alguém da família! Como ele falava, e continua a falar, portunhol diz ter influenciado em minha escolha profissional, bem até pode ter sido mesmo…

A Ana é a Ana meiga, a Aninha que chegou na família depois, mas sempre me pareceu muito de casa, prestativa, delicada, querida. E cada vez mais bonita. Sem ela e a Gisele, dinda da Clara, que é pura festa e alegria, e quase da família também, a decoração desta festa não existiria. Obrigada meninas!!!!!!

Tenho que agradecer ao Jackson pelo convívio harmonioso. Na semana passada ele me perguntou se eu pensava, quando começamos a namorar, que chegaríamos juntos aos quarenta. Claro que sim, aos 16 já sabia muito bem o que queria da vida. O Jackson, tolinho, não imaginava que ia dar nisto!

A Sophia, meu presente encantado, foi super planejada e é um amor de criança, educadíssima – mérito do Jackson, devo admitir. Minha vida mudou depois da Sophi e mudou pra melhor. Quando a Loira não está, a casa é vazia e silenciosa, até a Kika fica deprimida em sua casinha.

Ah! A Kika, minha filha peluda, eu que sempre relutei em ter animais de estimação, me vejo agora falando com uma cadela como se fosse uma criança. Aprendi a gostar de cães com o Jackson e com a Sophia.

E falando em cachorrinhos, lembrei da minha Tia, que sempre adorou bichinhos, a Janete.

A Tia Janete com sua voz alta e a Tia Ivone com sua fala mansa, uma determinada e a outra delicada, ambas grandes doceiras, são uns amores cada uma a sua maneira.

O Tio Jainor, ah, é o meu tio bonitão, alegre e falante. Entendo, perfeitamente, porque muitas mulheres suspiram ao vê-lo passar, com todo respeito à Ivone que também é muito bonita.

Meus primos: Janilce, Josandra, Josângela, Joselaine e Joe Luís que fizeram parte da minha história, principalmente na minha infância. A Nica que me maquiou no meu aniversário de 15 anos, a Josângela minha inseparável companheira nas brigas e disputas contra Josiane e a Josandra, a Jose a quem levei ao show do Menudo e o Joe que, como o pai, sempre foi um gatão!

Da minha amizade com a Josângela teria muito pra contar, mas para encurtar a história vou mencionar apenas algumas palavras-chave: pitanga, goiaba, Dancing Days e As Panteras.

Depois vieram outras lindas meninas: Maria Eduarda, Júlia, Juliana, Jordana, Rafaela.

Meus sobrinhos: Laura, Clara, Enzo e Igor – paixões da minha vida.

Laura, sobrinha e afilhada, ao nascer era tão pequeninha que a gente tinha medo ao pegá-la no colo de rompê-la, já parecia uma jóia preciosa, um diamante, como na verdade o é. Menina delicada, sensível e amorosa.

A Clara que é a mais pura sapequice e me comove, amorosa, com seus beijos repentinos, suas surpresas carinhosas.

Ambas chocólatras como a Tia Joselma, o que muito me orgulha!

E os guris? O Igor e o Enzo sempre aprontando alguma, com algum curativo e algum galo na cabeça, com aquelas carinhas mais fofas. Quase chorei quando a Caissie outro dia perguntou onde estava a Tia Joselma e o Igor me olhou com aquele ar de malandro e o Enzo nem aí, distraído, se negou a responder, mas sei que ele tb sabe quem é aquela de óculos, louca de amor por eles.

A família do Jackson acabou virando um pouco minha. Este negócio de dizer que a gente não se casa com a família do outro é a mais pura mentira! A minha sogrinha sempre me pareceu muito especial, mas, depois do nascimento da Sophia, a gente ficou muito mais unida. Acho que o amor pela Loira nos tornou mais companheiras e a nossa amizade aumentou bastante. É uma segunda mãe.

Com a Giesa, o Jeferson e a Caissie a amizade e o carinho foi surgindo aos poucos e foi se intensificando com o convívio. Já o Aliatar me conquistou de cara, e sei bem o motivo: porque é muito parecido com o Jackson e com o meu irmão, divertido e comilão. Aliás tenho até medo quando os três se juntam.

Bem, o Beto, tá entrando agora na família, mas já ganhou o apelido de Papi, o que revela um tom carinhoso para com aquele que tem por missão fazer mais feliz a minha Sogrinha. E a gente tá de olho, viu?

Ah! Não posso esquecer da Claudinha, a Claúdia Maria Pinóquio Morango Merengue Descabelada, afilhada de batismo de meus pais, que é como se fosse da família, uma ruivinha inteligente, atrevida e moleca, que eu adoro desde que nasceu!

E tem a família do Rogério, que como está na família há tanto tempo com seu belo ar hispânico, tb parecem um pouco da nossa família: Rogério, Rosângela, Jorge, Tiago, Rosi, Kiko, Andressa, pessoas com as quais vale a pena conviver pelo carinho, amizade, comilança e diversão certa!

Bem, agora vou falar sobre os amigos.

Tenho que agradecer ao Papai do Céu porque tenho familiares amigos e outros tantos amigos, de diferentes turmas e todos sensacionais!

Vou começar pela Clarissa porque é a amiga que conheço há mais tempo e que eu amo demais, apesar de nos encontrarmos tão pouco ultimamente. A gente se conheceu aos dez anos, no Colégio Santa Teresa de Jesus. Fomos colegas da 3ª até a 8ª série. Aprontamos muito juntas, mas o mais hilário foi uma atitude de patetice de pegar o ônibus pro lado errado, aos treze anos, voltando da casa do namorado da Clarissa. Nossos pais já desesperados, chamaram até a polícia. Uma vergonha que a gente hoje conta com orgulho e risada, afinal nem todo mundo tem uma história como esta pra contar. E até porque os nossos irmãos não nos deixam esquecer o passado imbecil…

Fazia um tempão que não via a Clarissa e mal conhecia o André, quando em 1999 ficamos hospedados na casa deles no Rio de Janeiro, (baita cara de pau!), e fomos tratados como reis pela dupla. O André, que me parecia um alemão tão sério, se mostrou muito divertido. Eu bem sabia que a minha amiga só podia ter casado com um cara bem bacana mesmo!

Seguindo, na ordem dos conhecimentos: A Graça Patrícia, a quem apelidei de Duda, que coisa mais maluca, né? Bem, a Duda eu também conheci no Colégio Santa Teresa de Jesus na 8ª série. Ficamos muito unidas, consegui até convencê-la a trocar de colégio pra fazer o Técnico em Nutrição, ela estava determinada a fazer Magistério. A ironia da vida: hoje a Duda é nutricionista e eu, professora. Minha companheira inseparável, a gente só não se casou, pq gosta de homem mesmo, embora o Jackson e o Rossano continuem perguntando se a gente não teve um caso. Que barbaridade!

A Luciane eu conheci no Cônego no tal curso de Nutrição, no ônibus a caminho da escola. Simpatizei com ela de cara, ao chegar na sala de aula, lá estava ela, a sorridente do ônibus. A Lu é mesmo uma simpatia, apesar do mal humor às vezes. Minha companheira de saídas noturnas aos sábados, de campings e picadas de inseto, de pastel, de sorvete, de muita conversa, de muito choro e de muita risada. Tudo muito, porque somos exageradas mesmo!

Da comunidade do CLJ, nunca perdi o contato com algumas das gurias: Miriam, Mariglei e Nadir. A Mari me convidou até para madrinha de Crisma, quanta honra! Tão delicada, mimosa e elegante esta menina! A Miriam, minha confidente, uma pessoa que sabe escutar e falar o necessário, difícil encontrar alguém assim! A Nadir andou afastada da Turma, mas agora a gente não vai mais deixá-la escapar! Tão intelectual, forte e bela é esta mulher.

Os guris: Rossano, Flávio, Marco, Ricardo acho que foi nesta ordem que os conheci, por sorte minhas amigas sabem escolher uns maridos muito queridos.

Ricardo Bob Esponja e Marquinho meus visitantes amorosos que me trazem flores na chegada a Erechim. Aliás, tô esperando a visita!

Andressa, Gabriel, Valentina, Mariana, Amanda, são por mim muito amados, filhos de amigas quase irmãs.

No CLJ conheci o Afonso, grande figura, responsável, inteligente, queridíssimo, meu companheiro de Oficina Literária. Muitos almoços no centro de POA, com a autorização da Neuza, que é uma mulher fantástica. As filhas: Clara e Alice como não podia deixar de ser são um exemplo de educação. E a ele devo muito desta festa hoje.

E nestas andanças, a Bete, que não era do CLJ, acabou entrando pra Turma, minha dinda e minha afilhada de casamento. Uma das pessoas mais agitadas e animadas que conheço, casou com o Clécio que é uma calma e uma doçura só, tb pudera pra agüentar esta maluca! Uma família muito divertida: Clécio, Bete, Tuila, Lucas e Luana.

Seguindo a minha lista de amigos: Zeno, Jé, Peter, Quiroga e de novo o Rossano, acho que conheci alguns na Santa Flora. Outros em uma Festa Junina, né? Uns meninos talentosos que cantavam e dançavam como poucos. O Rossano não cantava, só cantou a Duda mesmo! Quantas reuniões dançantes no apto da Dona Célia! Companheiros em momentos de fossa e de festa como no aniversário de 15 anos da Lu que eu fui pro banheiro chorar, pq o Mario Luis Salgado, um colega de aula por quem estava apaixonada na ocasião, ficou com a Maria, a guria mais feia da festa. Que desilusão! Lembro dos guris batendo na porta, me consolando e ordenando que voltasse pra festa e pra pista de dança com eles. Que tola era eu naquela época, querer dançar com o Mario na companhia dos melhores dançarinos da festa.

A Turma do Jackson: Iuri, Nildo, Rodrigo, Guilherme, Sandro, Maifruz, Tuio, na verdade eu achava os meninos meio bobinhos e depois que passei a conhecê-los melhor tive a certeza de que eram bobos mesmo, mas muito queridos tb e percebi que havia uma dose de Inteligência e cultura em meio à bobice! O tempo passou, hoje os bobos são profissionais de diferentes áreas e continuam os mesmos fofos de sempre. Bem, alguns bem mais fofos…

As namoradas mudaram bastante, a Patrícia continua firme, como eu, a ouvir as mesmas histórias de acampamentos e, o pior, achando graça pela milésima vez. A Patrícia e a Luana, belas garotas, que fazem da vida do Nildo Júnior algo muito especial.

As esposas dos meninos, tanto da turma dos cantores-dançarinos (Zeno e cia) como da Turma do Jackson (Gasol), não conheço tão bem, mas são mulheres de grande sorte porque estes guris valem ouro e por tê-los conquistado, vocês já tem minha admiração e simpatia!

Voltando aos bobos, o Iuri acabou sendo nosso compadre, dindo da Sophia. A Lea eu já conhecia e reencontrei como namorada do Iuri, que gringa maravilhosa esta, o Polaco tem que agradecer a Deus todos os dias, porque ele é chato e a Lea é um amor. Mas o Iuri, apesar de chato, é uma pessoa excelente, grande educador, inteligente, etc. Não vou elogiar mais, porque ele fica, insuportavelmente, exibido! O Dimitri e a Victoria tb moram no meu coração.

E falando em Gringa, o Claudinho acabou casando com uma, bem legal também. Então vou aproveitar para falar dos Meneghinis, que são quase irmãos do Jackson, quase meus cunhados: Leandro, Cláudio, Pedro, grandes meninos estes filhinhos da Dona Cleo.

O Leandro, companheiro de inúmeras aventuras e farofadas, readquiriu a alegria ao lado da Alessandra, mulher brilhante que o ensinou como é ser feliz de verdade.

O Pedro, meu amigo formiga, trabalhador estressado, hiperativo e festeiro, o zoiudo mais bonito do planeta. E a Patrícia, que é uma guria gente boa pra caramba, fisgou o zoiudo bonitão.

O Claudinho, sempre faceiro e animado, acabou nosso compadre. A Nicole hoje com quinze anos, nossa primeira afilhada de batismo, um amor de menina. À medida que o tempo passa mais orgulho temos da bela Loira, a quem todos acharam horrível na Maternidade, só a Dinda Joselma achou-a linda desde sempre. Do Rascunho, do Mala, eu não vou falar, porque estou conhecendo hoje, mas pelo que investiguei parece ser um bom menino. E não pensa que vai pegando a Loira assim, sem uma entrevista com os Dindos!

Outros Meneghinis por mim muito amados: Meline, Lorenzo, Giovana, Leo, Ricardo, Paola, Thaís, Raíssa e Laura.

Bem, quando resolvemos nos mudar da Marcílio Dias para a Dona Zulmira a minha grande motivação (digo minha, pq a do Jackson desconheço!) era morar perto dos meus pais, da Clarissa e da Duda. Mas, além destas amigas, descobri outros tantos amigos no Condomínio Santa Flora.

Então vou falar um pouco da Turma do Condomínio: gente parceira de festa, de churrasco, de chimarrão, de Feira do Livro. Quando nos mudamos para Erechim, a nossa grande tristeza e certeza: jamais encontraremos vizinhos iguais a estes! Deixamos a herança para a Sogrinha, afinal ela merece!

Na primeira visita ao Condomínio, já me chamou atenção a simpatia da Sandra, mas não imaginava que ficaríamos tão amigas. A Priscila ter nos convidado para Dindos de Crisma foi comovente e nos uniu ainda mais. A Sandra e a Pri são como da família mesmo, não imagino minha vida sem elas do meu lado.

O Cássio, a Ana, a Mariana, o Rafael, a Manuela, o Cleiton, a Vera, o Gabriel, o Totti, a Terezinha, a Cíntia, o Leandro, o Marcelo, a Valéria, a Roberta, o Pedro conviver com estas pessoas e pessoinhas faz bem a alma e ao coração.

E em Erechim, também fizemos amigos. Reencontramos o Delnei, fotógrafo do nosso casamento, e nos fizemos mais amigos, juntamente com a Geovana que é uma excelente companhia e cozinheira de mão cheia! Tá o Delnei tb faz um carreteiro de charque maravilhoso, pra ele não ficar com ciúme. Aliás o que a gente mais faz em Erechim é comer, a falta de atividades culturais dá nisto!

E até amigo argentino a gente encontrou em Erechim, pra ver o que é a vida! Lucas que é um tipo convencido, como qualquer um de sua espécie, mas é alegre, brincalhão e cozinha magnificamente. A Sibele que muito me ajuda com a Sophi, uma pessoa ótima, com quem sempre se pode contar e eu literalmente, conto!

A Jô, grande companheira de pista de dança, animada e festeira. E o Fernando, maravilhoso sushi man, divertido e gente boa. Amigos mais recentes, mas não menos importantes para mim.

Bem me disse minha mãe, quando lamentei a dificuldade de fazer amigos erechinenses, então te unas forasteiros, filha! Deu certo, mãe sabe mesmo das coisas! Desta turma, só o Fernando é erechinense, o resto é forasteiro mesmo!

O Arthur, a Luiza, a Malena, a Caterine e a Amanda são uns docinhos que recheiam a minha vida de alegria.

Finalizo a carta aos 40 afirmando a minha emoção em tê-los ao meu lado nesta noite de festa e agradecendo, mais uma vez, a presença de todos!

criado por joselmanoal    20:01 — Arquivado em: Sem categoria

4/11/09

Melhores momentos - parte 1

 

          Após quase um mês de ausência do blog (que vergonha!) tenho muitos assuntos a tratar.  Na verdade assuntos nunca me faltam, o que me faltou mesmo foi organizar melhor o meu tempo nas últimas semanas. Tarde cultural, Seminário de Iniciação Científica,…

          Estive participando da Jornada de Literatura em Passo Fundo e é difícil selecionar o que de melhor escutei. Muita gente fascinante, não sei onde os organizadores descobrem palestrantes tão qualificados e comunicadores. Ocorrem comumente algumas decepções dos leitores com os escritores, às vezes a diferença é gritante, entre o ler e o ouvir falar, tudo bem, afinal ninguém tem a obrigação de ser eficiente e dominar ambos códigos (escrito, falado). Mas na Jornada a maioria dos conferencistas e debatedores estava formada por verdadeiros comunicadores, alguns pareciam até animadores de auditório, pelo entusiasmo, alegria, desinibição e performance.

          O tema oportuno Arte e tecnologia: novas interfaces, a discussão válida, o que fica do mega evento de Passo Fundo é a certeza de que a literatura como expressão artística jamais morrerá, o formato, o suporte utilizado pode até vir a ser outro, pouco importa, nada que a gente não aprenda a lidar. Afinal não éramos nós os mesmos que hoje escrevemos na maravilha do teclado do computador, os que usavam máquina de escrever? E a geração dos cadernos pautados e das canetas tinteiros? A gente acostuma, o ser humano se adapta.

          Alguns momentos da Jornada:            

          Fiquei encantada com o formato dos novos museus criados por Marcello Dantas, reconhecido talento como curador de exposições e diretor de documentários. Tenho que visitar Baranquilla e ver de perto a cultura colombiana pensada por Dantas com a colaboração de Gabriel García Márquez. A música, a culinária do país em uma tecnologia fascinante, em um lugar que jamais sonhara com um museu. Levar a arte aos diferentes espaços parece ser uma causa nobre e levada a sério por este palestrante.

           Temos que ler, e divulgar as crianças para que também leiam, a tradução de Jorge Furtado para Alice no país das maravilhas. Um livro que motivou os estudos de língua inglesa do cineasta que sonhava traduzir a obra. Pelo visto o fez com mérito!

           Guillermo Arriaga o mexicano roteirista de Amores perros, 21 gramas e Babel também superou as minhas expectativas, que eram grandiosas, falando sobre a condição humana, a consciência de finitude, a certeza da morte e a valorização da vida. Um sujeito humano, humilde, preocupado com questões sociais e disposto a divulgar sua arte pouco conhecida no Brasil. Relatou uma ocasião em que lhe perguntaram quando voltaria a fazer literatura, afirmou o que sempre pensei, que jamais abandonara a literatura, pois o cinema escrito por ele é literatura.

           Nossa, tantos momentos importantes na Jornada… Outro dia dou continuidade aos melhores momentos.

criado por joselmanoal    14:33 — Arquivado em: Crônica
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