29/4/09
Sobre o trabalho
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           Felizes os que trabalham e conseguem estabelecer uma relação profunda e apaixonada pelo seu fazer. Felizes os que ultrapassam a relação modesta de emprego como sustento econômico e ponto final! Uma pequena parcela da sociedade vê sentido em seu trabalho como algo capaz de transformar a sociedade, a grande maioria se preocupa, apenas no controle de seu saldo bancário. Poucos profissionais atuam pensando no outro! O egoÃsmo, a visão estreita da atuação profissional, o olhar contemporâneo, voltado tão-somente para o próprio umbigo, pode explicar o caos social.
         Os artistas (não me refiro aqui aos sujeitos globais, midiáticos que estampam as edições da revista Caras), mas a aqueles que estão batalhando para publicar livro, para realizar exposição, para encontrar patrocÃnio para peça teatral, enfim os desconhecidos talentos que por aà vagam e são muitos, têm outra concepção de seu fazer. Até porque viver de arte, em nosso paÃs, é coisa para valentes lutadores, para verdadeiros gladiadores a lutar contra a sociedade moderna que supervaloriza o aparente e reserva pouco espaço ao profundo. A arte pode transformar o rumo de vida das pessoas, como bem mostra o filme Contratempo!
         No dia 1º de maio, cabe uma reflexão sobre o trabalho que pode e tem que ser o sustento econômico, porém não só! O sujeito tem que valorizar sua função, ver sentido em seu emprego. Do contrário, a frustração tomará conta da vida do profissional. Qualquer profissão é digna, cabe a aquele que a exerce ter esta clareza.
         Se todos executassem sua função pensando em equipe, entendendo a sua atuação profissional como um fazer social e, portanto, valorizando seu emprego, a vida seria muito diferente. O cerne da problemática está justo no desempenho profissional do empregado, que na busca desenfreada pelo poder, perde mais tempo investigando o trabalho alheio e encontrando imperfeições no trabalho do outro, do que se preocupando em executar suas tarefas de modo exemplar. Â
         A ética nunca esteve tão em pauta como hoje, porque cada vez mais o cidadão age em benefÃcio próprio e, se tiver que tirar o tapete de alguém, o faz sem questionar. A luta travada dentro de escritórios, empresas, organizações é absurda, todos querem governar, estar no topo, não necessariamente pensando no bem comum, e sim no seu bolso. O problema maior surge, para as lideranças, no momento de descer do pedestal.
         Outro aspecto agravante,  imposto pela sociedade, é o das diferentes categorias, status, nÃveis de profissões, inclusive em âmbito de ensino superior. Explico melhor: dentro das universidades, alguns cursos são considerados nobres e outros são tidos como menores. Há alunos que se sentem superiores aos de cursos de Licenciatura, por exemplo. Acadêmicos das faculdades de Licenciatura, por favor, ouçam a voz de uma professora: podem orgulhar-se de sua profissão futura, capaz de transformar, e muito, a nossa sociedade! Revistam-se de auto-estima, ela é primordial para a satisfação profissional.
         Parabéns, trabalhador! Espero que o seu emprego, além do sustento econômico, possa lhe trazer alegria e que você enxergue a importância de seu trabalho com um bem social!
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criado por joselmanoal
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