15/1/09
Amor e Arte
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           Assisti A Vida dos Outros (Alemanha, direção de Florian Henckel von Donnersmarck, Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007) e me impressionou bastante a transformação do personagem ao deixar-se tocar pela arte. IncrÃvel o quanto alguém pode mudar e tornar-se mais sensÃvel, humano e justo ao observar o outro, ao colocar-se em seu lugar e ao sensibilizar-se com o objeto artÃstico.
           O filme reconta uma história real ocorrida nos anos 80, antes da queda do Muro de Berlim. Um sujeito tem por missão espionar um escritor, para verificar seu envolvimento polÃtico na Alemanha Oriental. Este agente do serviço secreto, ao observar o cotidiano do artista, vai se humanizando, vai se comovendo com a arte e passa a proteger o homem, a quem deveria condenar. A vida dos outros é uma obra original, prende o espectador na cadeira do inÃcio ao fim. É comovente!
           Tive a mesma sensação de mudança interior do personagem, ao ler O filho eterno de Cristóvão Tezza. O pai que não quer amar o filho SÃndrome de Down e, com o passar do tempo, percebe que sua própria vida não tem nenhum sentido sem o menino. Não se trata de um relato água com açúcar. O escritor conta a sua vivência, estabelecendo um distanciamento, o que justifica a escolha por narrar em terceira pessoa. A obra fala da vida de verdade, sem enfeites e sem rodeios.
           Os dois exemplos (o filme e o livro) são fortes e nos fazem pensar. Devemos nos ater a realizar tarefas (ver filmes, ler livros) que nos tragam uma pitada de reflexão e/ou alegria. O que se encontra no amor e na arte.
           A ideia de espiar um artista, como no filme alemão, é muito diferente de espiar na televisão um bando de babacas disputando um milhão de reais . Por isto não percam tempo assistindo Big Brother! É um programa absolutamente vazio, não faz pensar, não nos torna sujeitos melhores e não nos diverte ou alegra. Acreditam: amor e arte é o caminho! O amor também está entre os amigos, em lugar de ficar em frente à telinha, vendo um monte de gente moldada pela forma da Globo, você pode juntar os amigos para o famoso PL (pão com linguiça), assistir um filme, namorar, enfim há muitas opções melhores no que dar audiência a esta palhaçada!
           Voltando à transformação, o ser humano pode transformar-se no amor e na arte. E saber amar também é uma arte, que nem todos dominam e, poucos sabem manejar com propriedade e eficácia. Â
           Há até quem julga amar demais, quando na verdade estão precisando mesmo é amar mais a si mesmas. É o caso das participantes do MADA – Mulheres que amam demais anônimas – que fazem loucuras por amor. O nome está sendo utilizado de modo incorreto, não se trata de amor, mas de obsessão e falta de autoestima.
Reafirme seu amor próprio, não contribua para a bestificação humana, não dê audiência ao Big Brother! Permita-se a emoção, através da arte e do amor, garanta a sua dose de reflexão e alegria para tornar-se uma pessoa melhor e mais feliz.
criado por joselmanoal
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Comentário por Guilherme Mossini Mendel — 20 20UTC janeiro 20UTC 2009 @ 12:46
“Acreditam: amor e arte é o caminho!”
=)
Concordo plenamente, profe!
Quanto ao resto do texto, não posso comentar muita coisa, pois não assisti ao filme e não li o livro.
Só sei que o povo brasileiro, medÃocre em essência, merece o BBB, a novela, os “programas da tarde” e todas as outras porcarias presentes nas emissores de rádio e televisão. Até porque pensar é muito complicado para quem nunca foi instigado a; e acredito que pouquÃssimos aceitariam esse desafio depois de terem enfrentado, no mÃnimo, 8h de trabalho sem muito sentido.
É isso, profe!
Abraço!
E tudebão!
=)