17/12/08
Sapateando em Dezembro
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                      A atitude do jornalista iraquiano – Muntazer al-Zaidi – de jogar os sapatos na despedida do presidente americano – George W. Bush – me causou admiração. Gostaria de distribuir algumas sapatadas também!
                       Não foi um gesto impulsivo, amigos do jornalista afirmaram que a sapatada foi premeditada.  A agressão sofreu inúmeras crÃticas por sua reação indignada, o principal argumento é o de que como profissional da imprensa, poderia escrever artigos crÃticos a era Bush e não cometer tal gesto.
                       Às vezes, as pessoas devem esquecer cargos e profissões e agir como cidadão comum, o jornalista ali era um iraquiano insatisfeito. Foi um lÃder, um porta-voz de sua nação, o que justifica o gesto, em minha opinião mais contundente que um texto crÃtico, me desculpem. Sou contra a violência, no entanto respeito e admiro o iraquiano. Cuidem-se porque, à s vezes, calço uns tamancos de salto Anabela que podem causar graves danos fÃsicos.
                       No Iraque há uma representatividade na sapatada, é mais do que uma agressão, simboliza que o sujeito está abaixo de um sapato, em contato com o chão e a sujeira, por isto o grito do jornalista na despedida de Bush foi de este é o seu beijo de despedida, cachorro!
                       Diante de tudo que fez Bush uma sapatada é muito pouco! Quantas pessoas foram mortas e feridas em razão da guerra por ele estimulada? Não me refiro só aos iraquianos, mas também aos americanos. A crise econômica é outra herança deixada por ele.
                       Se há alguém que eu não gostaria de ser, neste momento, é o novo presidente americano Barack Obama! E ele consegue disfarçar medo e insegurança em um largo sorriso. Ou será que não há nada de medo e insegurança nele?
                       Governar não é fácil, mas escutar o povo deveria fazer parte da jogada. Em empresas, escritórios, fábricas, universidades e escolas, todos os funcionários deveriam ser ouvidos: do peão ao diretor. E do contrário acho que os gestores deveriam receber mesmo umas boas sapatadas. Bush fez o que quis e deu no que deu!
                       Temos dois ouvidos e dois olhos, Deus assim nos projetou para que nos detivéssemos mais no observar, no ler e no escutar, porém, infelizmente, o imbecil ser humano segue a falar e muito.
                       Que tal neste Natal calar, um pouquinho, e priorizar o ouvir, o ler e o escutar? Quem sabe a gente melhora como ser humano e aprende a dar mesmo umas sapatadas em quem merece. Não precisa agredir literalmente, pode ser por meio da palavra, como faço através deste texto.
                       Desejo a todos um 2009 de muita coragem para distribuir sapatadas!
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Publicado em 18 de dezembro de 2008, Jornal Bom Dia
criado por joselmanoal
7:50 — Arquivado em: 

Comentário por Guilherme Mossini Mendel — 17 17UTC dezembro 17UTC 2008 @ 10:23
Pois é, profe…
O problema é que… por exemplo no caso du Bush.
O Bush, apesar das sapatadas e xingamentos, sempre será uma bucha…
Pois, ninguém muda por ser criticado, a menos que tiver a humildade do “repensar-se” a cada sugestão - o que acredito que não seria o caso do George W. Bush.
E isso meio que me lembra daquele episódio bÃblico da prostituta (acho) e do povo com as pedras na mão.
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O Bush apenas representa a agressão americana ao mundo de uma forma escancarada. Porque, há quanto tempo que os americanos se impõe culturalmente, economicamente, and other things? Belicamente… é só um detalhe…
É isso, profe Jô!!!
Beijos!
Tudebão!
Um feliz natal e um ano novo repleto de felicidades!
Obs.: E pode deixar que em 2009 estarei aqui novamente, comentando os seus textos.