26/8/08
OlimpÃadas: medalhas, crÃticas e injustiças
1. Medalhas – Tarefa difícil a de mensurar o valor de uma medalha olímpica, verificar a proporção do investimento de um país e comparar ao número de medalhas recebidas. O Brasil, sem dúvida, trouxe muitas medalhas.
O nadador Cielo, por exemplo, estava há dois anos nos Estados Unidos com a ajuda da família e não do governo brasileiro!
Já Natália Falavigna, medalha de bronze do taekwondo, festejou mais que muitos atletas com medalha de ouro, afinal sabe tudo que fez para chegar lá, certamente, contando muito pouco, ou quase nada, com a ajuda de seu país.
No Brasil, cujo investimento em esporte é quase nulo, as medalhas são dos atletas e não da nação! O atleta brasileiro que conquistou alguma medalha olímpica, cantou, se emocionou com o hino nacional, carregou a bandeira do Brasil, atingido por um sentimento de nacionalismo que deve mesmo invadir o sujeito no podium.
O Brasil, ou melhor os atletas brasileiros, porque, reitero, o mérito é deles, somaram um total de quinze medalhas olímpicas, sendo três de ouro, quatro de prata, oito de bronze. As medalhas brasileiras vieram dos seguintes esportes: judô, vela, iatismo, vôlei, vôlei de praia, futebol, natação, salto, taekwondo.
2. Críticas – Durante as olimpíadas muitas críticas foram dirigidas a Jorge e Renatão, brasileiros naturalizados georgianos, devido à mudança de nacionalidade. Quase impossível colocar-se no lugar dos esportistas, não encontrar apoio em seu país e ser acolhido por outra nação que os trata com respeito e dignidade. Fácil atirar pedra nos outros, difícil sentir na própria pele… Deve doer quando no teu país não sentes a valorização pelo teu talento, pelo teu trabalho. Ao deparar-se com outra nação que investe em ti, te aplaude, te respeita, pode mesmo ocorrer uma mudança interna e um desejo de substituir a nacionalidade. Acredito que se pudessem escolher, Jorge e Renatão jamais deixariam de vestir a camiseta brasileira, mas diante da falta de incentivo brasileiro ao esporte e a paixão pelo que se faz…
3. Injustiças – A injustiça faz com que se tomem atitudes drásticas, conduz a atos impensados, por acreditar nisto tive pena do atleta cubano Angel Valodia que bateu no juiz por se sentir roubado. As conseqüências foram drásticas, a punição dada pela Federação Mundial de Taekwondo: atleta e técnico foram excluídos de todas as competições internacionais. E com o juiz nada aconteceu, poderá seguir roubando com tranqüilidade. Não suporto abuso de poder!
Depois de escrever 1, 2 e 3, só posso concluir que a vida se constrói como nas olimpíadas: medalhas, críticas e injustiças. Então, temos que seguir treinando bastante, exercitando o bom humor, sabendo lidar com as críticas e as injustiças (sem bater em ninguém), afinal ganhar medalhas exige talento e muito esforço.
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Obs.: Estão abertas as inscrições para o I Concurso de Contos Gladstone Osório Mársico, até o dia 1º de setembro, aberto a todos interessados. Uma promoção da Prefeitura Municipal de Erechim, com a colaboração do Departamento de Lingüística, Letras e Artes da URI/ Campus de Erechim. Participem!
Publicado em 28 de agosto de 2008, Jornal Bom Dia, p. 8
criado por joselmanoal
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