12/9/07
O Gigante da Música
Morreu na quinta-feira, dia 6 de setembro, aos 71 anos, em Modena, norte da Itália, em sua terra natal, Luciano Pavarotti. Sua voz, no entanto, será eterna! A voz de Luciano Pavarotti jamais será esquecida, porque é incomparável, porque é divina. Sempre simpatizei com a figura do gorducho italiano, não só pela brilhante voz, mas pela energia que tinha no palco, pela simpatia, pelo carisma do gigante tenor.
Luciano Pavarotti gostava de preparar a própria pasta, em Porto Alegre, solicitou uma suíte com cozinha no hotel. Revela o quanto valorizava a comida, algo bem italiano… Confessava que não conseguia emagrecer, mas também pudera imaginem a pasta que fazia! Alguns dias antes de morrer, o tenor não era capaz de comer massa e disse aos amigos: Para mim, comer purê em lugar de macarrão é um mau sinal.
Pavarotti foi um garoto pobre, o pai adorava música e foi quem muito o estimulou na carreira musical. Com humildade, Pavarotti confessava que sua voz era um dom. Apaixonado pela música erudita, lutou por fazê-la popular, por entrar em todos os lares, por invadir todos os recantos do mundo com seu timbre de inigualável gênio. Conquistou o feito, muitas, inúmeras pessoas, de diferentes classes sociais, de diferentes gostos musicais, de todos os continentes e de todas as idades, o admiravam. Impossível seria alguém não se admirar…
Segundo Celso Loureiro Chaves, músico e professor da UFRGS, em depoimento ao Jornal Zero Hora destacou sobre Pavarotti (7 de setembro de 2007) a importância dele é ter mantido viva a ópera, que estava moribunda.
Os que conheciam o tenor pop relembram o seu senso de humor como característica marcante. Importante lembrar também sua preocupação com causas humanitárias, sua participação em shows em prol de alguma ação que pudesse contribuir para um mundo melhor. Ao lado da princesa Diana, pediu dinheiro para combater minas terrestres na África; defendeu a libertação do Tibet.
Felizes devem estar os anjos a ouvir o Sole Mio com a voz inconfundível e com aquela alegria de quem faz o que ama e que no placo encontra o seu lugar. Para nós restam os cds, os dvds e as lembranças da risada do gorducho italiano que conquistou o planeta.
Publicado em 13 de setembro de 2007, Jornal Bom Dia, p. 8
criado por joselmanoal
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