24/7/06
O poder
O PODER
É mais fácil e prazeroso o exercício da oposição que o de governo (o PT que o diga…) Partido excelente, exemplar como oposição, porém no poder não conseguiu fazer a diferença com que tantos brasileiros contavam. Mas este é um assunto para outro texto, o de hoje quer refletir sobre poder, não necessariamente na vida política.
O poder corrompe, destrói, envelhece, às vezes, até mata. No entanto deve ter o seu lado atrativo, visto que tantos o almejam e nele querem permanecer. Aliás há quantos anos Fidel Castro comanda Cuba?
O poder modifica o ser humano, na maioria das vezes, (que pena!) negativamente. Conhecemos inúmeras pessoas que se tornaram altivas no poder. E poucas, na verdade raras, dignas e verdadeiras, que permaneceram as mesmas, estando em outro patamar. Digo as mesmas com referência à humildade. A forma como tratamos os demais, revela o que somos. E de nada vale o poder sem o caráter! Como o poder é belo, sedutor e traiçoeiro, tenham muito cuidado com ele!
E por que o poder deve estar sempre associado à arrogância, à presunção e à auto-suficiência? Ele pode ser exercido com um tom mais humano. Do contrário, nos deparamos com o falso poderoso - aquele que quase no último lance da escada dirá, atônito, diante da própria queda: Como pode ter acontecido isto comigo, justo agora que faltava apenas um degrau? Os que estão no topo nunca devem deixar de olhar para os que estão no térreo, pois podem escorregar a qualquer momento.
Como todos sabem, participamos de um processo de eleição na URI, no dia vinte de junho e nos deparamos com a escolha daqueles que estarão no poder nos próximos quatro anos em cargos diretivos em nossa universidade.
Cabe lembrar que no poder encontramos diferentes indivíduos. Vou tentar uma classificação: há os que sonham com o poder e lutam para atingi-lo, utilizando-se de estratégias lícitas e ilícitas (depende do caráter e do tamanho do sonho); há outros em que o poder lhes é inato, têm o dom da liderança; e há outros ainda, aos quais o poder lhes é concedido por mérito. Não se trata de uma escolha individual, mas sim do desejo do grupo que este representa.
E a quem confiamos o poder em nossa universidade? Acredito que façam parte do segundo e terceiro grupo da tríplice classificação anterior.
Com relação ao Curso de Letras, do qual faço parte, tenho a certeza -porque a Lucila Augusta Campesatto eu conheço bem - de que não será maltratada pela arrogância do poder, conduzirá o grupo docente e discente com a mesma delicadeza e bom-humor com que trata sua vida pessoal.
Aos colegas da URI que assumiram o poder no sábado, 1º de julho, desejo sorte e sucesso! Talento e competência vocês já mostraram ter! Excelente trabalho a todos!
Publicado no Jornal Bom Dia, 6 de julho de 2006, p.6
criado por joselmanoal
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